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Bruxinha Feliz













*Quarta-feira, Dezembro 28, 2005 *



NOVO ANO


Regina Lyra
O ano que finda

leva a dor,

lava a ausência...

Transforma saudade

doce sentimento,

suave lembrança...

Esperança de um novo ano...

Sem partidas,

só regressos...

Sem tristezas,

apenas alegria...

Sem

d

e

s

e

n

c

o

n

t

r

o

s...


Nesta esperança,

crio um novo dia...










*Terça-feira, Dezembro 27, 2005 *



Feliz Ano Novo

O nosso caminho é feito
Pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada...
Depende dos que vão conosco!

Assim, neste NOVO ANO que se inicia
Possamos caminhar mais e mais juntos...
Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ,
SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR.

O ano se finda e tão logo o outro se inicia...
E neste ciclo do "ir" e "vir"
O tempo passa... e como passa!

Os anos se esvaem...
E nem sempre estamos atentos ao que
Realmente importa.
Deixe a vida fluir
E perceba entre tantas exigências do cotidiano...
O que é indispensável para você!

Ponha de lado o passado e até mesmo o presente!
E crie uma nova vida... um novo dia...
Um novo ano que ora se inicia!

Crie um novo quadro para você!
Crie, parte por parte... em sua mente...
Até que tenha um quadro perfeito para o futuro...
Que está logo além do presente.

E assim dê início a uma nova jornada!
Que o levará a uma nova vida, a um novo lar...
E aos novos progressos na vida!

Você logo verá esta realidade, e assim encontrará
A maior Felicidade...e Recompensa...
Que o ANO NOVO renova nossas esperanças,
E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas
E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique
A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias!

E que o resplendor dessa chama
Seja como a tocha Que ilumina nossos caminhos
Para a construção de um futuro repleto de alegrias!
E assim tenhamos um mundo melhor!

Dirce Correa da Costa Meyer









*Segunda-feira, Dezembro 26, 2005 *



RECEITA DE ANO NOVO


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade







*Domingo, Dezembro 25, 2005 *



"É Natal...Paz na Terra..."


Paz na terra, entre todos os homens de boa vontade.

Paz àquele que anseia crescer, evoluir, entender.

Paz àquele que deseja em cada pensamento, em cada atitude, se melhorar.

Paz àquele que mergulha, dentro do próprio ser, a busca de entendimento, de aceitação.

Paz àquele que estende a mão a procura de bênçãos.

Paz àquele que abençoa com alegria e pureza de coração.

Paz àquele que em um sorriso traz calma, tranqüilidade, equilíbrio.
Paz àquele que procura ensinamentos e que através do pensamento,
neste momento único em que todos os homens se irmanam,
ao dobrar dos sinos, esteja em oração.

Paz àqueles que abrem seus corações em luzes puras,
amorosas, magneticamente salutares, que envolvem a terra e permitem,
neste raro momento, que ela brilhe, suspensa no espaço, girando em tons azuis,
iluminando todo o infinito, abrandando aflitos...

Paz enfim Senhor, a todos os seres que habitam este universo e que rimam amor e dor...

Que a luz se faça e que refaça em todos os homens a fé renovadora,
a força e a coragem, a inteligência, a razão.

Que os homens se irmanem na escalada da perfeição.

Que se unam em pensamento todos os de boa vontade.

E que nesta noite busquem a Paz.

(Josué)
(Texto psicografado e autorizado pela SEGRAV)





*Sábado, Dezembro 24, 2005 *



É Natal


Feliz Natal verdadeiro
Dia do nosso companheiro
De barbas brancas
Como a neve
Que cai lá fora no quintal

É Natal
Feliz Natal, liberdade
Dia do amor, da amizade
Duas coisas belas
Como as velas
Seguras pelo castiçal

É Natal
Feliz Natal honroso
Dia do ser amoroso
De um coração forte
Como a brisa
Que bate no peito do pardal

É Natal
Feliz Natal sincero
Dia de quem tanto venero
De um significado maravilhoso
Como a ave branca
Que voa pelo céu
De uma beleza natural

É Natal
Feliz Natal sagrado
Dia em que nasceu coroado
Jesus Cristo
Com a sua luz sobrenatural

É natal
Um Feliz Natal!!!

(Sérgio Murilo)






*Sexta-feira, Dezembro 23, 2005 *



Natal


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.


Vinicios de Moraes








*Quinta-feira, Dezembro 22, 2005 *






Oração de Natal


Senhor,
começo a ouvir os primeiros toques
das músicas de Natal.
O meu coração começa a bater mais forte.
Não sei se é porque está acabando o ano
ou se é porque tenho muito que agradecer.
Ou se tenho que dizer para Ti,
para meus amigos,
muito obrigado...

São tantas as idéias,
são tantas as coisas que aconteceram.
São tantos os momentos que ocorreram neste ano.
que já me perdi em lágrimas, sorrisos, recordações...
Mas ficaram os apertos de mão e os abraços recebidos.

São tantas e tantas coisas,
muito obrigado...

Sei que devo agradecer
por mais um ano e com ele mil sonhos
e mil idéias para acontecerem.
Mas, diante deste turbilhão de coisas e acontecimentos,
eu venho Te pedir...
Tu mesmo me ensinaste a pedir,
mas não sei pedir...
Estou como uma criança,
diante de uma loja de brinquedos.

Senhor,
ensina-me a pedir!
Ensina-me a ter um coração de Salomão,
que só pediu sabedoria.
Um coração de criança,
que só pede amor.
Um coração de doente,
que só pede saúde.
Um coração de monge,
que só pede tranqüilidade.
Um coração de cego,
que só pede enxergar.
Um coração de guerreiro,
que só pede coragem.
Um coração de mãe,
que só pede união na família.
Um coração de pai,
que só pede que não falte nada.
Um coração de virgem,
que só pede realização na vida.
Um coração de médico,
que só pede para que possa ajudar os outros.
Um coração de sábio,
que só pede a paz.

Senhor,
que este pobre e humilde coração, possa neste Natal apenas bater uníssono com o coração de Cristo e que possa ter em minha mente um só pensamento: o Teu pensamento.
Para que saiba dizer Feliz Natal!

Autor Desconhecido

*Quarta-feira, Dezembro 21, 2005 *



Deixa-me sonhar


Aqui estou novamente.
E mais uma vez você está mais perto.
Ouço sua voz, a música ao fundo...
Minha cabeça delira.
Será sonho?
Não, não pode ser.
Sinto você aqui.
Se fechar os olhos,
Sentirei seu toque
Sua respiração suave ao meu ouvido.
O brilho de seu olhar.
A mão firme deslizando sobre minha perna.
Coração batendo forte.
Por dentro um desejo louco
Me consumindo pouco a pouco.
Uma vontade de ficar e sair correndo.
Um querer não querendo.
Sonho? Realidade?
Não importa.
Se for apenas um sonho,
Não me acorde.
Deixa-me sonhar!!
Assim saberei que estou viva...

Amy*









*Terça-feira, Dezembro 20, 2005 *



É Noite


É noite...
E sinto sua falta.
Meus olhos percorrem o monitor
Em busca de suas palavras.
Palavras soltas, meigas, ousadas.

É noite...
E sinto minha boca umedecida
de vontade de beijar-te intensamente
Em um louco desejo,
Vontade de você...
Vontade do seu Beijo

E embora meus olhos não o vejam
Cresce a vontade de estar contigo
Aninhar-me em seu colo
Sentir seu carinho....

E depois te abraçar demoradamente,
Bem devagarinho, e dizer...


FICA COMIGO, NÃO VAI EMBORA...
TheAngel®






*Domingo, Dezembro 18, 2005 *



Nua

Iara Brandão


Despi de mim mesma
Despi de minha vergonha,
Despi das minhas fraquezas,
Despi dos meus sentimentos.

Sentei-me nua no chão.
De frente ao meu reflexo
Deixei que as lágrimas me livrassem desta solidão
Compreendi que nua eu me liberto.

Me liberto de tudo que pensei que poderia ser
Pois nada pode ser mudado
No espelho sou eu que me vejo.
Sou o reflexo do meu passado.

Deixo que a minha nudez mostre
Tudo que sempre tentei ocultar
Deixo que o meu corpo fale as verdades
Que com o tempo tento apagar.

E não penso em me cobrir
Vejo-me inteira á minha frente
Sou o que sou, esta imagem refletida.
Nua, me sinto verdadeira.








*Sábado, Dezembro 17, 2005 *



LUZ IMENSA


Luz imensa!
Brilhar, iluminar, vibrar.
Benção universal, sagrada! Divinal.
Olhar a luz, viver da luz.
Querer o brilho, querer brilhar.
Querer amar, querer tocar,
Querer pegar, querer sentir.
Entrar na luz, entrar no brilho,
Amar o amor, luzir a você.
Brilhar no amor, amar com luz.
Unir os corpos, somar a luz,
Tanto brilho, tanta luz!
Todo amor, toda a luz,
Iluminar a alma,
Iluminar tanto e tanto,
Quanto o amor a explodir.
O brilho sereno de luz selvagem,
Amor feroz, amor total.
Brilho de luz, brilho de amar,
Luz do amor, amar e amar.
Iluminar o mundo com esse amor.
Amar o amor, amar a luz,
Amor é luz, amar é brilhar.
Luz, sonho, eternidade,
Prazer dividido, vidas somadas,
Alegria mútua, paraíso na Terra.
E a luz do amor a refulgir.
Afugentando as trevas,
Sombras da solidão, da desolação.
Que morrem na presença do amor,
Fogem do brilho da magia
Refulgente que ilumina.
Aquece o corpo e a alma
Conforta, consola, afaga,
Acarinha, acalenta, nina,
Satisfaz o corpo e ressuscita o imo.
Desperta o íntimo, acorda para a vida.
Revolve tudo, renova tudo.
E traz para a luz, aqueles que têm
A capacidade de amar,
A coragem de amar
E sem medo se entregam totalmente ao amor.

Hard Stone









*Quinta-feira, Dezembro 15, 2005 *



Amores Urgentes

Benno Assmann


Amores urgentes
amores apressados
São amores
Que logo se vão
Amores serenos
Amores prudentes
Para sempre serão
O afoito beijo guloso
Deixa marca de batom
Mas só o beijo delicado
deixa marca no coração.

Sede de engolir
Ânsia de comer
Devora rápido o amor
Saborear com calma
Pedacinho por vez

Segue junto aonde for
Para viver este amor
o amor de todos os sonhos
Nada a fazer, nada a buscar

Pois ele um dia enfim chega

É deixar rolar a vida.






*Quarta-feira, Dezembro 14, 2005 *



Saudade!

Amy*


Ah!!!
Porque em certos dias ela chega?
Uma saudade doída...
Saudade de alguém...
Um alguém que não conheci...
Mas sei..... Amei!
Saudade de um passado vivido.
Dos sorrisos, dos abraços.
Do bosque.
Onde tudo era brincadeira.
Onde o tempo não corria.
E no mundo só existia..
"Eu" e "Você".
Dos beijos roubados,
Dos olhos nos olhos.
Momentos em que as palavras não existiam.
Bastava olhar ......e já sabíamos um do outro.
Fecho os olhos e vejo você.
Estendo a mão....posso tocá-lo!
Acordo!!!
Descubro que sonhei com você de novo...
Onde está?
Em algum lugar do passado?
Volta!
Sinto Saudade...









*Terça-feira, Dezembro 13, 2005 *



Paixão Traiçoeira

by Claudia Garrote


Um dia a vida te trouxe para mim
Sem questionar se eu queria um alguém
Foi tão depressa e tão forte essa paixão
Deixe seguir o coração sem medo de ir mais além

Mais a paixão é traiçoeira demais
Ela vem forte parecendo um vulcão
E se transforma muitas vezes em amor
Mais cuidado que ela pode se transformar em solidão

Quando vira amor tudo é maravilhoso
Os pensamentos voam longe sem parar
O nosso amor é correspondido
Fazemos planos procuramos melhorar

É muito triste quando vira solidão
Saber que uma paixão se foi e nada restou
Mais pior que o fim de um relacionamento
É ficar com uma pessoa depois que acabou o amor!









*Domingo, Dezembro 11, 2005 *



Como eu Queria

Emanuelle


Como eu queria que as coisas fossem diferentes!!!
Como eu queria que nesse teu coração tivesse um lugarzinho pra mim!!
Como eu queria ser a mulher que fizesse teus olhos brilharem à minha presença…
Teus lábios se abrirem lânguidos num sorriso suave …
Ao me ver chegar de mansinho pra você!!
Como eu queria ser a mulher que, ao simples toque…
Arrepia a tua pele....tira suspiros do teu peito...risos da tua alegria!!
Como eu queria ser aquela que ouviria ao adormecer …
"Eu Te Amo....Paixão da minha vida" !!
Como eu queria ser aquela que acordaria com teus beijos…
Sussurrando ao meu ouvido… “ vem…te quero…agora, amor meu…."
Como eu queria......
Ser aquela que, avistada….pressentida…
Arrancasse da tua alma os sonhos mais sonhados!!!
Como eu queria….ser a tua realidade…
A rainha dos teus pensamentos…a senhora do teu amor….
Assim como és o rei da minha vida….o senhor dos meus sentidos…
O amor que minha alma sempre buscou!!
Como eu queria ouvir da tua boca…
" Te Achei.....Vem Meu Amor....Fica Comigo...Pra Sempre!!!! “









*Sábado, Dezembro 10, 2005 *



Ah! Coração…

Emanuelle


Ainda te ouço bater no meu peito…
na cadência ritmada que me faz viva…
mas pergunto-me tristonha para que me fazes viva…
se eu agora só quero dormir pra tentar esquecer?

Por quais mistérios mais desconhecidos..
Me fizestes prisioneira deste sentimento
Se dele eu não tiraria alegria nem felicidade…
Se dele eu apenas tiraria lágrimas quentes?

Ah! Coração….por que insistes teimoso em bater no meu peito
Se dentro de ti já não habita mais o amor sonhado…
Se estás vazio da presença dele…oco….solitário…
Se dentro de ti não está mais o ser amado?

Me diz, Coração….por que torturas assim a minha alma..
Roubas de mansinho a minha calma…
Desassossegas minha existência tão pacata…..
E me fazes sentir no peito adagas afiadas?

Ah! Coração……
Eu confiei a ti meus sentimentos….
Pedi que tomasses conta dos meus medos…
Que renovasses sempre os meus enlevos…

Mas falhaste…Coração….
Não estivestes alerta aos meus apelos…
E na calada da noite me deixastes só…perdida…
Escrava da solidão e dos meus receios!!!

Cadê você Coração???? Ah! Coração……..









*Sexta-feira, Dezembro 9, 2005 *



AFINIDADES

Arthur da Távola


A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe
não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece
depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim,
sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com, nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar
o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas
quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou
sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro
sob a forma ampliada do eu individual aprimorado









*Quarta-feira, Dezembro 7, 2005 *




Concordata Existencial


E lá estava eu,
buscando, amando, sonhando....

E lá estava eu,
acreditando ser o bastante,
ser amante,
a amiga..
a prioridade.

E lá estava eu,
acreditando em culpas,
acreditando que o amor vence tudo,
que ele brilha como o sol,
lindo, inatingível..

E lá estava eu,
colecionando lucros,
controlando desamor,
encobrindo intenções outras..

E lá estava eu,
tentando reerguer o relacionamento,
acreditando que o sentir fosse redimensioná-lo...

Estava então,
Investindo de forma errada,
Em um mercado impróprio,
Numa administração falha..

Estava então,
no exercício pleno de minha profissão,
de fato e de direito,
humana, mulher, fêmea e profissional.
Convenci-me que no amor não há diplomas,
grau de instrução...
Apenas existe,
causa dor e emoção..

Estava então,
Cega de amor,
Cega de querer,
Cega de mim,
deixando tudo caminhar para entropia...

Entropia de minha auto-estima,
do que eu merecia...
Querendo receber como eu dava,
Querendo me contentar com o que eu tinha,
mascarando, tentando...
querendo ser plenamente amada..

Estava então,
sonhando,
dando-me,
amando,
amante ,
amiga,
projetando,
de forma errada....
Enganada com o amor.

Estava eu então,
No pensamento perdido, buscando os porquês,
Parei.,. Chorei, fiz-me triste,
Em luto interior entrei..
Faixa preta no coração,
curativo nesse meu amigo fiz..
Estanquei o sangue,
Fiz analgesia ...

Não deixei de viver um só momento do momento,
Fui humana, cheia de sentimentos,
sofri sim,
doeu sim,
Senti falta das mãos percorrendo meu corpo,
prazer,
palavras,
sussurros, voz,
saudades.
atravessei cada etapa de tudo...

Parei uma outra vez!
Entrei em concordata existencial,
antes que falisse a mim mesma..
Comecei então,
A fazer um balanço de tudo,
Perdas e lucros acumulados,
Vi-me de repente,
ativos e passivos do amar.
Como um grande empreendimento...
Tudo voltará ao normal,
Continuarei investindo,
Estudarei com mais precaução o mercado,
E continuarei inteira,
voltando ao todo existencial..
Somente parei...
Despertei!
Para ser melhor no momento seguinte,
Reconhecendo os meus defeitos,
os meus medos,
O mau emprego de recursos,
para mim e para os outros..

Concordata não é falência, pensei!
É a busca,
A avaliação,
Os ajustes!
Então a determinei!

Jane Lagares







*Terça-feira, Dezembro 6, 2005 *




CONQUISTA-ME
Walter Pereira Pimentel


Ternura no olhar
Luz no sorriso;
Eis apenas o que é preciso
Se queres me conquistar.

Não é proibido fantasiar
Todos nós fantasiamos
E o que desejo é muito pouco, convenhamos
Para quem com o amor vive a sonhar.

Ah, gostaria que fosses exatamente assim!
Que o teu olhar refletisse todo desejo por mim...
Todo o teu querer, todo o teu gostar

Assim me quedaria feliz inteiramente
Teu olhar e teu sorriso teria comigo para sempre...
Meu coração pede: conquista-me! Quero te amar!









*Quarta-feira, Novembro 30, 2005 *






Quem tivesse um amor, nesta noite de lua,
para pensar um belo pensamento
e pousá-lo no vento!
Quem tivesse um amor - longe, certo e impossível -
para se ver chorando, e gostar de chorar,
e adormecer de lágrimas e luar!
Quem tivesse um amor, e, entre o mar e as estrelas,
partisse por nuvem, dormente e acordado,
levitando apenas, pelo amor levado...
Quem tivesse um amor, sem dúvida nem mácula,
sem antes nem depois: verdade e alegoria..
Ah! quem tivesse... (Mas, quem teve? quem teria?)"

Cecilia Meireles








*Terça-feira, Novembro 29, 2005 *




No palco da vida

Iara Brandão


Sei que a vida caminha
A passos largos
Corre por entre os dedos,
Esgotando-se no tempo determinado.

E enquanto a vida não cessa, continua flamejante no meu peito.
Sigo atuando neste palco iluminado
Vivendo até o meu ultimo ato
Mesmo que pese o drama encenado.

Mesmo que deseje correr contra,
Enceno o ato que me resta
Consciente que a vida perdura
E sigo movendo as peças neste jogo de cena.

Vivendo como uma peça de teatro
Um pouco de vida a cada dia.
Hoje tem alegria
Amanhã tudo é passado

E quando a cortina fecha e o palco apaga-se
Termina aquela vida, termina aquele sonho.
Mais nada morre, sempre renova.
Uma outra peça começa e a vida continua










*Segunda-feira, Novembro 28, 2005 *





Desalento


Vinicius de Moraes


Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos







*Domingo, Novembro 27, 2005 *



Saudades


Eu tenho saudades de tudo

que marcou a minha vida...

Quando vejo retratos,
quando sinto cheiros,
Quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado.

Eu sinto saudades...

Sinto saudades
de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem
não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades
da minha infância,
Do meu primeiro amor,
do meu segundo,
do terceiro,
Do penúltimo,
e daqueles que ainda
vou vir a ter.

Se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
Lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
Provavelmente não será
do jeito que eu penso
que vai ser...

Sinto saudades
de quem me deixou
e de quem eu deixei.

De quem disse que viria
e nem apareceu...

De quem apareceu correndo,
sem tempo de me conhecer
direito...

De quem nunca vou ter
a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi direito...

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus.

De gente que passou
na calçada contrária
da minha vida
E que só enxerguei
de vislumbre...

De coisas que eu tive
e de outras que não tive,
mas quis muito ter...

De coisas que nem sei
como existiram,
mas que se soubesse,
De certo gostaria
de experimentar...

Quantas vezes tenho
vontade de encontrar
não sei o que,
Não sei aonde,
Para resgatar
alguma coisa que
nem sei o que é
E nem onde perdi...

Vejo o mundo girando
e penso que poderia estar
Sentindo saudades em
japonês,
Em russo,
em italiano,
em inglês.

Mas que minha saudade,
Só fala português embora,
lá no fundo possa ser poliglota.

Aliás, dizem que se costuma
usar sempre a língua pátria,
Espontaneamente,
quando estamos
desesperados,
Para contar dinheiro,
fazer amor
e declarar sentimentos
fortes...

Seja lá em que lugar
do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you",
Ou seja lá como possamos
traduzir saudade
Em outra língua,
nunca terá a mesma força
E significado da nossa
palavrinha.

Talvez não exprima
corretamente a imensa
falta que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho
mais saudades...

Porque encontrei
uma palavra para usar
Todas as vezes que sinto
este aperto no peito,
Meio nostálgico
meio gostoso.

Mas que funciona melhor
do que um sinal vital
Quando se quer falar
de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis,
De que amamos muito
do que tivemos e
lamentamos as coisas boas
Que perdemos ao longo
da nossa existência...

Sentir saudade é sinal
de que se está Vivo!






*Sábado, Novembro 26, 2005 *



Lua Adversa

Cecilia Meireles


Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdicao da minha vida!
Perdicao da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vao e que vem,
no secreto calendario
que um astrologo arbitrario
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminavel fuso!

Nao me encontro com ninguem
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguem ser meu
nao e' dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...









*Quinta-feira, Novembro 24, 2005 *



Desalento

Vinicius de Moraes

1970


Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos






*Quarta-feira, Novembro 23, 2005 *




Amar

Carlos Drummond de Andrade


Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.





*Terça-feira, Novembro 22, 2005 *




Paisagem Noturna


A sombra imensa, a noite infinita enche o vale . . .
E lá do fundo vem a voz
Humilde e lamentosa
Dos pássaros da treva. Em nós,
— Em noss'alma criminosa,
O pavor se insinua . . .
Um carneiro bale.
Ouvem-se pios funerais.
Um como grande e doloroso arquejo
Corta a amplidão que a amplidão continua . . .
E cadentes, metálicos, pontuais,
Os tanoeiros do brejo,
— Os vigias da noite silenciosa,
Malham nos aguaçais.

Pouco a pouco, porém, a muralha de treva
Vai perdendo a espessura, e em breve se adelgaça
Como um diáfano crepe, atrás do qual se eleva
A sombria massa
Das serranias.

O plenilúnio via romper . . . Já da penumbra
Lentamente reslumbra
A paisagem de grandes árvores dormentes.
E cambiantes sutis, tonalidades fugidias,
Tintas deliqüescentes
Mancham para o levante as nuvens langorosas.

Enfim, cheia, serena, pura,
Como uma hóstia de luz erguida no horizonte,
Fazendo levantar a fronte
Dos poetas e das almas amorosas,
Dissipando o temor nas consciências medrosas
E frustrando a emboscada a espiar na noite escura,
— A Lua
Assoma à crista da montanha.
Em sua luz se banha
A solidão cheia de vozes que segredam . . .

Em voluptuoso espreguiçar de forma nua
As névoas enveredam
No vale. São como alvas, longas charpas
Suspensas no ar ao longe das escarpas.
Lembram os rebanhos de carneiros
Quando,
Fugindo ao sol a pino,
Buscam oitões, adros hospitaleiros
E lá quedam tranqüilos ruminando . . .
Assim a névoa azul paira sonhando . . .
As estrelas sorriem de escutar
As baladas atrozes
Dos sapos.

E o luar úmido . . . fino . . .
Amávico . . . tutelar . . .
Anima e transfigura a solidão cheia de vozes . . .

Manuel Bandeira






*Segunda-feira, Novembro 21, 2005 *




Soneto do Amor Total

Vinicius de Moraes


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente da saudade
Amo-te enfim com grande liberdade
Dentro da eternidade a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia, no teu corpo, de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.










*Sábado, Novembro 19, 2005 *




Apesar das decepções

Tahyane Rangel

Quem não as tem?
Espera que elas vêm!
Aquela imagem formada
É a pessoa esperada!
Qual o quê!
É gente como você.

Na prosa não tem igual
Está sempre de alto astral
Fala de amor como ninguém
de amizade e saudade também!
Sobre tudo fala bem.

Pior que você acredita
e embarca nessa canoa
que desliza em águas plácidas
Nos olhos, um usa vendas
Na face, o outro usa máscara.

E prossegue a viagem
em ritmo de sonho e de festa
tudo as mil maravilhas
aí vem a vida e contesta

Vem e paga pra ver
faz a coisa acontecer
E surge a situação
É a hora do vamos ver,
Se a pratica confirma
as palavras e teorias
tão faladas pra você!

OOOhhh!!!
Turbulências no mar!
Segura essa canoa
porque já vai afundar,
a canoa era furada,
quem podia imaginar?

E a vida diz para você
Não desanime não!
Apesar das decepções
vale a pena navegar
pois pra ser bom marinheiro
tem que desbravar o mar!







*Sexta, Novembro 18, 2005 *




Você não me ensinou a te esquecer

Caetano Veloso


Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços

É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer

E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou e me atirou e me deixou aqui sozinho


*Quinta, Novembro 17, 2005 *




Respingos de sonhos

Vyrena

Na areia do tempo, plantamos pegadas,
deixamos rastros, para aqueles
que a mesma estrada seguirem,
após a nossa passagem.

O caminho certo, precisamos percorrer,
desviando-nos dos abismos da violência,
da discórdia, da ganância e da incompreensão,
que interceptam o caminho,
dificultando nossa viagem.

Seguindo o caminho correto,
deixaremos como herança
às gerações que nos seguem,
harmonia, justiça, bondade
e o amor ao próximo, tão necessários
e tão esquecidos nesse mundo de incompreensão,
em que, atualmente, estamos vivendo

Se nos unirmos contra os males
que abatem nossa época,
estaremos deixando, a nossos
herdeiros, somente os bons frutos
do que plantamos e colhemos,
durante nossa jornada.








*Sábado, Novembro 12, 2005 *



O Nosso beijo

Maria Thereza Neves

como brisa
um ritmo de bocas
um toque de almas
sem palavras

carinho sem letras
no silêncio que fala
êxtase nos meus sentidos
dos teus desejos
leve
suave
livre
impaciente
obstinado

sem descrição
sem medo
em um momento
o teu
o meu
o nosso beijo !





*Sexta-feira, Novembro 11, 2005 *



Parte de mim

Iara Brandão


Queria que você fizesse parte de mim.
Fazer parte do meu passado,
Ser sonho do meu futuro,
Ser a minha metade.

Queria ser sua cara metade
Ser o ar da sua vida
Ser o caminho que você trilha.
Ser a tua outra parte.

Queria ser inteira,
Nos dois juntos, sendo um só.
Ser eu e voce
Em uma única parte.

Queria nunca poder dividir
E em você está sempre unida.
Ser o complemento de nossas vidas
Ser à parte de nossas metades.






*Quinta-feira, Novembro 10, 2005 *



Pouca rima, muito amor

Ernesto Trindade

Quisera não tivesse havido
Tantos poetas no mundo
P'ra qu'eu pudesse, fecundo,
Muitos poemas te dar.
No entanto, tantos houve
Que a rima já não me atina
E teus poemas, menina,
Tenho mesmo que guardar,
P'ra quando, voltando a rima,
S'inda quiseres, menina,
Mesmo uma trova pequenina
faço só p'ra te agradar.
E, sendo impossível a rima,
Que num instante termina,
Fico sem jeito, menina,
E acabo só por te amar.




*Quarta-feira, Novembro 09, 2005 *



Amar


Quem já não tentou definir o amor?
Acho também ( como tantos) que o amor não se define.
O amor se ama.
O amor é.
O amor é.
O amor apenas é.
O amor é a vida com vida.
O amor é o convite à vida.
O amor é a própria vida.
O amor é.
Apenas é.
O amor é a plenitude do pleno.
É o vazio do deserto.
É o sorriso triste.
É a alegria do retorno saudoso.
É perder a fome. É querer ficar mais bonito.
É a busca de si em alguém. É o encontro de si em alguém.
É dádiva divina.
É a razão. É a paixão.
É a esperança. O sonho.
É a maior lição que podemos aprender.
É o melhor aprendizado que devemos ter.
É o renascer em si.
É a volta à infância.
É a pureza. É a nobreza.
O amor é.
É o reflexo da alma.
É a presença de Deus.
É a vida na Terra.
É a vida eterna.
É a vida...
É o amor...
O amor é...

Lilian Russo




*Terça-feira, Novembro 08, 2005 *





*Segunda-feira, Novembro 07, 2005 *




Nada Importa

Não importa o tempo

O caos dos nossos momentos furtivos

A distância quase eterna

Os empecilhos do "dia a dia"

A ausência que machuca

A falta da palavra dita

A de nós, em entregas

A falta do toque tão nosso

Nada importa

Tudo nos consola

Porque o único sentimento que temos

Chama-se amor !







*Domingo, Novembro 06, 2005 *



Não tem sido fácil


É, não tem sido fácil...
Ficar tanto tempo longe de você.

A presença em meu coração
De lembranças tão fortes,
Simplesmente não permite que eu tenha paz.

Ter você comigo foi algo forte demais
E eu não consigo conformar-me com a tua falta.
Não quero pensar em causas,
Nos motivos que levaram você de mim
E muito menos no tempo em que estamos separados.

Pensar nisto, é talvez tentar medir
A dimensão de minha saudade e isto é impossível.
Você teve os seus motivos para ir e eu tive os meus para ficar.
Penso então que temos nossas razões
para estarmos longe um do outro.

Olha, tenho tentado contabilizar as perdas.
O que você tirou de mim e levou embora junto com você?
Qual a parte de mim, que você escolheu
Para machucar com a saudade?
Realmente não sei.

O tempo talvez responda, o tempo talvez cure,
O tempo talvez apague...
Tudo o que sei é que...

Sinto saudades de você...





*Sábado, Novembro 05, 2005 *



O pouco do que eu queria


Eu adoro ser sua amiga...
Essa amizade que com o tempo se tornou muito pra mim.
Esse muito que não me abandona,
Esse muito que me encoraja,
Esse muito que me faz rir,
Esse muito que é meia felicidade,
Esse muito que é meu remédio,
Esse muito que faz falta quando não tenho a sua companhia.

Essa é a amizade que substituiu meu outro sentimento de antes.
O sentimento que se tornou pouco...
O pouco do que eu queria.

Esse pouco que faz tanta diferença,
Esse pouco em que eu perco a alma,
Esse pouco que por menor que seja pra você, pra mim cresce a cada dia,
Esse pouco que às vezes é tão grande que se esconde pra não te preocupar,
Esse pouco que se mostra forte, mas que por trás apenas chora,
Esse pouco que um dia você quase achou,
Esse pouco que nunca existiu antes,
Esse pouco que se conforma,
Esse pouco que não acaba,
Esse pouco que escrito aqui, supera o muito,
Esse pouco que te ama... E se resume somente nesse amor,
Esse pouco que eu tanto queria.

de Viviane Ramos Luz

*Sexta-feira, Novembro 04, 2005 *



Renúncia


Eu queria uma vida assim com você, assim sem relógio e sem dedo em riste.
Sem lei e sem sociedade, sem satisfação e sem chau!
Eu queria uma vida assim com você, mas felizmente meu querer não é tudo.
Meu poder é limitado, felizmente minha palavra se esvai.
E este papel se amarela, felizmente porque o bom é a espera.
A incerteza e o talvez são molas propulsoras, porque senão a alegria não teria razão
O chegar não teria partida.

Eu queria uma vida assim com você, sem lenço e sem documento.
Mas o bacana é o adeus, é a volta e o riso depois do choro.
É o hoje sofrido e o amanhã exultante, a noite mal dormida, a consciência.
O bacana é a luta, é saber que existe perdão. É a dúvida do “não quero”, mas quero

Eu queria uma vida assim com você, mas dou graças por não ter
Porque só assim eu posso escrever tudo isto.
Só assim posso medir-me, posso certificar a limitação humana.
Só assim eu sei que nada sou, que vivo capengando.
Carregando o que dá e caindo com o que não dá.
Só assim eu sei o quanto lhe quero, o quanto posso, mas o quanto não devo!

Neimar de Barros






*Quarta-feira, Novembro 02, 2005 *



O que gosto em ti

Clicia Pavan

É esse teu jeito
ansioso de me beijar
esse olhar de desejo
a me espreitar

O que gosto em ti
é a sensação de
me sentir plena ...
Tua , nua em teus braços

O que gosto em ti ,
já não sei falar
mas toca-me meu amor
beija-me , abraça-me
porque é isso que gosto em ti

Teu amor tímido , atrevido
doce e terno , que me faz arrepiar
essa sensação de ser
amada , desejada ...

Esse amor intenso
Que me deixa apaixonada
sem saber o que falar .





*Terça-feira, Novembro 01, 2005 *




Êxtase
Iara Brandão


Não quero falar de sofrimentos
Quero falar de amizades
Quero falar de sonhos
Quero falar da vida

Pois, apesar de passarmos dificuldades,
Nada deixa de florir, o sol sempre nasce.
Um novo dia sempre chega no horizonte
Fazendo a esperança renascer no coração.

Então, não vamos chorar
Apague a tristeza, sorria!
Viver é a melhor das emoções
Esqueça o sofrimento, e vamos aprender com as lições.

Vamos deixar o coração sorrir
Vamos deixar a felicidade chegar
Há sempre uma oportunidade para cantar
Basta voce querer, basta voce desejar



9:52 AM

a

Rabiscado por Mar



*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*